Eu tinha 15 anos quando beijei uma mulher pela primeira vez. Devo assumir que foi uma experiência estranha.
Lu era uma amiga bonita e muito gostosa. A gente era muito próximas e vivíamos provocando uma a outra, dizendo que qualquer dia a gente ia se beijar pra ver como era beijar outra mulher. Havia mesmo vontade da minha parte, mas como ela era muito tímida sempre achei se eu tomasse uma atitude ela ia dizer que falava aquilo de brincadeira.
Um dia fui fazer um trabalho escolar na casa de Lu, e na hora de eu ir embora ela fechou a porta do quarto e encostou na porta, dizendo que eu só poderia sair depois que a beijasse. Levei na brincadeira e ri, mas ela ficou muito séria, olhou nos meus olhos e me deu um meio sorriso sensual. Gelei.
Como quem ajoelha tem que rezar, me aproximei e colei meus lábios nos dela. O que deveria ser um beijo simples pra saciar a curiosidade virou um beijão, com direito a mãos passeando de leve pelo corpo da outra...
Sai de lá me sentindo esquisita. Não falamos sobre o que tínhamos feito, o que deixou em mim uma leve sensação de culpa. Pouco tempo depois comecei a namorar e contei pro namorado o que tinha acontecido. Le ficou morrendo de medo de que eu fosse lésbica, o que me fez sufocar todo e qualquer desejo durante os anos que passei com ele.
Depois disso conheci Leo... Ele não só ficou à vontade com minha pluralidade, como me estimulou a satisfazer todos os meus desejos – e, é claro, esteve e está presente na maioria das realizações. Com ele finalmente liberei uma energia sexual tão intensa que nem desconfiava que existia.
